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Perguntas frequentes

Na psicologia
Quais são as linhas mais comuns

O CRP já enumerou mais de uma centena de linhas psicoterapêuticas, então há, de fato, muitas possíveis. Na faculdade costuma-se ensinar brevemente algumas e cabe a cada profissional se especializar, seja como auto-didata ou pós-graduação em alguma que seja sua preferida. Aqui um pequeno e brevíssimo resumo sobre elas, como aqui é um lugar de perguntas e respostas rápidas, se você ficar curioso para saber mais, por favor, me mande um e-mail e conversamos!

A linha mais comum é a psicanálise, proposta por Freud, ela estrutura a formação da psique dentro da estrutura consciente-inconsciente. E dentro dessa linha surgiram algumas outras, como a psicologia-analítica de Jung e as linhas desenvolvimentistas como Winnicott.

Ganhando força atualmente há a análise do comportamento, desenvolvida por Skinner no meio do século, esta linha está ficando conhecida através do TCC – Terapia Cognitivo Comportamental – que considera as relações entre determinados comportamento e estruturas cognitivas, e também a relação estimulo-resposta como base da formação da psique.

A linha que eu sigo é baseada na filosofia proposta por Heidegger no inicio do século, quase contemporâneo ao Freud, a fenomenologia, e no caso existencial, tendo Sartre como seu discípulo mais famoso. A proposta é entender o aqui e agora, ou dasein, e buscar a compreensão dos fenômenos, e compreendendo o homem como algo em constante construção.

Por que fazer terapia se eu tenho amigos!?

É importante entender que há uma grande diferença entre amigos e terapia. Um bom papo com um amigo próximo, uma conversa com aquela pessoa especial realmente é algo que faz muito bem e nos acalma, porém psicoterapia não é isso. Diferente do amigo o psicoterapeuta é objetivo, ele tá ali, naquela hora para ouvir você e poder ouvir coisas que você não se sente confortável para contar nem para aquela pessoa mais próxima.

O terapeuta não julga se algo está certo ou errado, ou se é bom ou ruim. A preocupação é tentar compreender você e fazer com que você se conheça melhor, e isso nem sempre é uma coisa que vai te deixar feliz naquele instante.

Sair com os amigos para bater papo, ir fazer compras, beber, jogar, se divertir e extremamente importante e pode fazer muito bem, mas são coisas completamente diferentes.

Meu terapêuta tirou férias. E agora?

Essa e outras perguntas parecidas dizem respeito ao ‘contrato terapêutico’, isto é, ao começar uma terapia você e seu terapeuta sentam e conversam sobre burocracias da terapia. Isso geralmente envolve coisas como o horário da sessão, a política de pagamento, faltas e férias. Alguns terapeutas cobram por sessão, consequentemente não cobram as ‘férias’, outros cobram um valor mensal fixo e tiram 2 semanas de férias a cada 6 meses mas cobram esses encontro.

Quantas vezes por semana devo fazer?

Isso varia muito de caso para caso e, principalmente, das diferentes linhas. Enquanto terapeutas freudianos mais ‘clássicos’ acreditam na importância de vários encontros semanais, outros já trabalham em apenas um encontro semanal. É importante conversar com o seu terapeuta e perguntar o motivo para essa frequência.

Quantas custa uma terapia?

Isso varia muito, vai de terapeuta para terapeuta e até mesmo de paciente para paciente. Atualmente uma clinicas-escola de referência em São Paulo (PUC) usa o valor de R$200,00 por mês, mas podendo ser gratuito caso necessário. Da mesma forma que outras profissões, grande parte das vezes quanto mais experiente o profissional, mais ele cobra, porém isso não é uma regra.

O importante é, no contato inicial, por telefone ou via secretária, você descobrir se ele cobra a primeira sessão para não ter sustos. Alguns terapeutas, como eu, costumam conversar antes de dar um valor, para entender a condição da pessoa e qual a demanda, e então combinar um valor, que pode ser por sessão ou por mês.

Tenho medo de ficar "viciado" em terapia. Isso é possível?

Uma impressão comum é que quando começa um processo terapêutico as pessoas se tornam ‘dependentes’ do terapeuta para qualquer decisão, mas isso é um erro. O terapeuta está lá para ajudar a pessoa a tomar suas próprias decisões e não tomar ‘por elas’.

Uma frustração muito comum das pessoas que começam é o terapeuta não querer ‘dar as respostas’, e justamente um dos objetivos principais da terapia é auxiliar a pessoa a tomar suas próprias decisões.

É possível receber alta da terapia?

Sim, em muitos casos aquela situação que levou a pessoa a buscar ajuda já se resolveu, e a pessoa pode continuar sozinha. Diferente do tratamento médico onde somente ele sabe quando parar o tratamento, na psicoterapia os dois podem interromper tranquilamente.

É importante e correto conversar com seu terapeuta sobre a vontade de parar a terapia.

Quanto tempo dura uma terapia?

Salvo as terapias ‘breves’ também conhecida como ‘focais’, onde há um objetivo claro a ser cuidado, como determinadas fobias ou situações a serem tratadas, não há um tempo mínimo ou máximo para terapia. A relação deve ser sempre de crescimento e desenvolvimento, enquanto o processo estiver sendo importante e saudável, a terapia se mantém.

Psiquiatra ou psicólogo são diferentes?

Sim. São dois profissionais diferentes com formações e propostas diferentes. Um erro bem comum é confundir os dois e quais são as atribuições de cada um. Vou diferenciar:

O Psiquiatra é médico, ele estudou 6 anos de medicina depois fez sua residência médica de 2 ou 3 anos em psiquiatria. O objetivo do médico é tratar a doença e cuidar dos sintomas. Para isso ele pode fazer uso de medicamentos que atuam nos sintomas das doenças mentais. Por isso as consultas ao psiquiatra são, no tratamento médico, mensais, para correção e adaptação das medicações.

O Psicólogo tem uma formação específica em cuidados mentais. A faculdade de psicologia dura 5 anos e é possível fazer diversas especializações. O objetivo do psicólogo é o cuidado do paciente e da sua relação consigo mesmo. Diferente do médico, o psicólogo NÃO faz uso de QUALQUER medicamento ou prescreve algo – nem florais, homeopatias ou qualquer substância. O tratamento é através de técnicas clinicas terapêuticas, por isso requerem, em grande parte dos casos, encontros semanais. O psicólogo formado e com registro nos Conselhos Regionais de Psicologia é o ÚNICO PROFISSIONAL habilitado a fazer PSICOTERAPIA, com regras e ética.

O melhor é quando os dois profissionais, o psicólogo e o médico, trabalham juntos para a saúde do paciente. Ao longo do processo terapêutico pode surgir a necessidade de um dos profissionais e conhecer o que pode ser feito e como é o trabalho de cada um permite que tudo ocorra da maneira mais proveitosa para a pessoa.

Terapia, Psicoterapia e Análise. O que é tudo isso?

Todas as formas de cuidado à saúde são chamadas terapias, seja fonoterapia, fisioterapia ou psicoterapia, por exemplo. Então quando você vai até um profissional de saúde e busca uma melhora na sua condição de saúde, você está fazendo terapia.

Dentro das possíveis psicoterapias há diversos cuidados, é chamado de ‘análise’ os profissionais que usam as linhas vindas de Freud, a psicanálise. Chamar de ‘análise’ foi muito comum no começo da psicologia no Brasil, uma vez que os ‘freudianos’ eram grande maioria entre os terapeutas.

Há outras linhas de psicoterapia registradas no Conselho e também estudada pela Academia, como a fenomenologia (linha esta que eu sigo), a cognitivo-comportamental e outras. Assim como diferentes técnicas psicoterápicas, como ludoterapia, arterapia e sandplay, por exemplo.

Como eu sei que eu ou alguém próximo está precisando de terapia?

Começar um processo terapêutico é uma coisa mais simples do que se imagina, mas é preciso de um esforço, querer começar. As vezes as coisas não estão bem, ou tudo parece um pouco confuso, ou você sente que está faltando alguma coisa, sentindo como se precisasse saber algo que você deveria saber mas não sabe.

A psicoterapia é uma forma de buscar auto-conhecimento e consequentemente ser mais consciente sobre as coisas, buscando uma maneira mais pacífica de viver. Algumas vezes as pessoas que fazem psicoterapia são chamadas de fracas, ou loucas, mas não são. São pessoas que escolheram se conhecer, e isso é algo que exige, acima de tudo, coragem para enfrentar os medos e alguns fantasmas que escondemos lá no fundo.

Como escolher meu terapeuta?

Estando com vontade de fazer a primeira coisa é escolher um psicoterapeuta o que nem sempre é algo tão simples. A relação que você estabelece com o psicoterapeuta é única e por isso a escolha dele deve ser bem cuidada e precisa.

Você deve escolher alguém que você se sinta bem e pode ir em mais de um em uma primeira vez, podendo pensar qual a idade, linha teórica e até mesmo o sexo que você prefere. A psicoterapia começa estabelecendo essa boa relação que você sente com a pessoa que irá cuidar de você pelos próximos tempos, então é necessário que você se sinta bem com ela.

Quando encontrar esse psicoterapeuta pergunte tudo que você quiser sobre ele, tudo que achar importante, não tenha vergonha nem se segure. É importante você confiar.

Marquei uma sessão. E agora? O que eu falo?

Não se sinta pressionado, vá ao encontre e diga o que você pensa. Converse com seu futuro-terapeuta procurando sempre pensar como você está se sentindo, e no final pense se gostaria de voltar naquele terapeuta ou procurar outro. Algumas vezes a primeira sessão pode ser desconfortável, e isso é absolutamente natural, principalmente para as pessoas que nunca fizeram terapia.

Ao mesmo tempo que é preciso insistir para voltar e sentir esse desconforto de falar coisas que nem sempre são boas, é também perceber se não esta fazendo algo contra vontade, se você não se sente confortável com aquela pessoa que você escolheu para fazer. Então antes de se comprometer com algum terapeuta faça essa reflexão.