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Síndrome de Burnout

Pedro Del Picchia - Psicólogo

Imagine a seguinte situação: depois de algum tempo você consegue um cargo legal, um bom salário. Claro que para conseguir isso você teve que trabalhar muito e assumir um volume de tarefas bem grande. "Faz parte da vida", você se acalma.Mas as coisas começam a ficar pesadas, bem pesadas. As horas no escritório começam a aumentar e o sono a diminuir. Tarefas simples ficam difíceis. Um simples erro e já está irritado. Aos poucos você se sente preso, travado em um lugar, sem muita ideia de como sair, de como melhorar.

O que era para ser uma coisa boa torna-se um peso. A única coisa que você pensa é poder sair do trabalho para não fazer nada.

A vida pessoal que mais sofre, acaba sendo colocada em segundo plano e as pessoas ao seu redor começam a virar saco de pancadas, mesmo que sem querer.

Descrito na década de 70 essa sensação é a Síndrome De Burnout. A pessoa vive para o trabalho e acaba sendo consumido por ele. O medo de perder o emprego, a pressão externa e a instabilidade do mercado. "Somos apenas humanos" e a pessoa quebra, apaga.

Nos últimos tempos tenho visto isso cada vez mais na clínica. De jovens adultos a profissionais experientes perdendo o rumo da própria felicidade e individualidade, se enfiando em trabalho e pressão. A base da síndrome é exatamente a desconexão consigo mesmo. Diferente de uma depressão, onde a pessoa acaba ficando "parada" ou uma crise do pânico que é bastante clara, o burnout é uma situação silenciosa que vai minando a pessoa pouco a pouco.

"Basta tirar férias que tudo fica bem", mas infelizmente não é tão simples. É preciso uma mudança estruturada da forma de viver. É nisso que a psicoterapia é bastante recomendada. Uma hora por semana para poder parar, um processo de descompressão, sem obrigações, vitórias ou julgamentos. Para poder reconectar ao que é mais válido dentro de si.

A utilização de medicação, em casos mais extremos, também é valida. Principalmente para combater os sintomas mais claros, como a apatia ou a dificuldade de sono, que deve, necessariamente, ser feita por um psiquiatra.

E confira também a reportagem para o Sindicado dos Bancários sobre esse assunto com a colaboração de Pedro Del Picchia http://spbancarios.com.br/12/2017/fique-atento-ao-burnout