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Arritmias Cardíacas

Dr. Hugo Ribeiro Ramadan - Cardiologista arritmologista

Muitas pessoas carregam o conceito de que “arritmia cardíaca” é uma doença única. Na realidade é um grupo de doenças que têm como ponto em comum distúrbios do ritmo do coração.

O ritmo cardíaco normal, também conhecido como ritmo sinusal, funciona através de impulsos gerados espontaneamente que percorrem o sistema elétrico do coração. Esses impulsos geram os batimentos que levam o sangue para todo o corpo. Quando o sistema elétrico apresenta defeito ou outras partes do órgão apresentam atividade elétrica indevida, as arritmias surgem. Esses defeitos ou atividades anormais podem surgir pelas mais variadas causas como: genética e/ou congênita, degeneração por envelhecimento, infartos, insuficiência cardíaca, doenças nas válvulas cardíacas, doença de Chagas, miocardite, etc.

Existem diversos tipos de arritmias. Desde aquelas totalmente benignas, algumas que causam muitos sintomas, até aquelas que apresentam alto riso para morte súbita. A definição do tipo de arritmia e a associação com outras doenças cardíacas subjacentes são os principais fatores que influenciam no risco.

Os sintomas mais comuns são: palpitações/batedeira no peito, falta de ar, dor no peito, desmaios e sensação de falha do coração. Podem aparecer isoladamente ou em conjunto e costumam causar grande incômodo.

O tratamento é dependente do tipo de arritmia, podendo ser baseado em mudanças no estilo de vida, uso de medicações ou, como tratamento definitivo/curativo, a ablação.

Ablação é um procedimento minimamente invasivo que, através de punções nos vasos sanguíneos da virilha, cateteres são inseridos e posicionados dentro do coração. Com estimulações elétricas indolores é possível fazer o diagnóstico preciso e, na maior parte das vezes, realizar o tratamento definitivo e curativo de arritmias com uma cauterização no local. É um procedimento bastante seguro, em geral feito com anestesia local e/ou sedação, porém alguns casos específicos podem necessitar de anestesia geral.

Na suspeita ou no diagnóstico de alguma arritmia, faça sempre acompanhamento com o cardiologista especialista na área, o eletrofisiologista ou arritmologista.